Ameaça oculta: a cibersegurança na cadeia de suprimentos

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Ameaça oculta: a cibersegurança na cadeia de suprimentos

Especialista destaca as vulnerabilidades que colocam em risco a integridade e a confiança da cadeia de suprimentos global nas empresas e como mitigar os perigos por meio da segurança da informação

Um dos grandes desafios dos setores de Tecnologia da Informação e da Segurança da Informação nas empresas ao redor do mundo é estar um passo à frente das ameaças cibernéticas que podem impactar as organizações. No setor logístico, por exemplo, à medida que os ecossistemas de fornecedores se expandem, a visibilidade do risco cibernético fica mais difícil. 

Cristiano Ribeiro de Souza, coordenador de segurança da informação da Microservice, empresa que oferece soluções para segurança da informação, afirma que os hackers estão atentos a brechas na segurança e podem enxergar explorações de vulnerabilidade em qualquer dispositivo ou equipamento. “Os principais riscos são os de ataques globais em massa, phishing e o uso de engenharia social, que estão em uma crescente. No caso dos suprimentos, um ataque tem diferentes objetivos, que vão do resgate de valores à sabotagem e roubo de propriedade de projetos, ideias e campanhas de empresas”, diz o especialista.

As principais formas de ataque utilizadas são o sequestro de atualizações de software, a instalação de código malicioso em software legítimo e a invasão aos sistemas de TI ou aos equipamentos de Internet das Coisas (IoT). O profissional da Microservice afirma que as vulnerabilidades podem estar presentes tanto nos hardwares quanto nos softwares. Ou seja, em qualquer parte do processamento, empacotamento e distribuição (de produto ou serviço), no fluxo virtual de dados ou nos softwares em dispositivos e sistemas conectados.

E a cibersegurança na cadeia de suprimentos vem se tornando fator determinante até mesmo para firmar compromissos comerciais. Dados do Gartner apontam que até 2025 60% das organizações mundiais usarão os riscos de segurança cibernética como motivador para o estabelecimento de negócios com terceiros de sua cadeia de suprimentos.

O relatório da Proofpoint mostra que pouco mais de 70% dos diretores de segurança da informação (CISOs) dizem ter controles apropriados para eliminar o risco na cadeia de suprimentos. Ou seja, ainda são pelo menos 30% dos executivos que podem ter brechas em seus sistemas para crimes cibernéticos.

Então, como fortalecer a segurança digital da cadeia de suprimentos? Cristiano explica que proteger a cadeia de suprimentos é entender o risco que esses fornecedores podem apresentar aos negócios. Isso pode ser feito através de uma abordagem formal para verificar a segurança dos parceiros. “Um grande desafio do supply chain, que se intensificou durante a pandemia de Covid-19, foi o trabalho remoto. Com a adoção do home office, aumentou o número de endpoints (notebooks, smartphones, roteadores Wi-Fi, por exemplo) ou seja, os cibercriminosos têm um mundo de oportunidades para encontrar brechas de segurança”, diz Cristiano. 

As operações agora dependem de uma equipe de TI que gerencie os ambientes físico e virtual de terminais que não estão mais dentro da organização. “Os funcionários remotos agora estão usando seus dispositivos de trabalho para navegar na web, baixar aplicativos não confiáveis ou se conectar através de redes Wi-Fi públicas ou domésticas, tudo antes de fazer login nas redes seguras das empresas”, afirma o especialista. 

Para o especialista, há algumas orientações para que toda a rede seja protegida:

  • Adotar uma solução de gerenciamento de dispositivos;
  • Criar protocolos de segurança da informação;
  • Treinamento focado em segurança para toda a empresa;
  • Manter softwares atualizados;
  • Ter um backup criptografado em nuvem;
  • Proteger a rede com senhas complexas e revisão periódica de trocas de senhas.

Estas ações vão garantir que as cadeias de suprimentos sejam protegidas. Assim, as organizações podem fazer mais para tentar melhorar a segurança dos dispositivos móveis de funcionários remotos e, consequentemente, impedir que atos mal-intencionados culminem em uma invasão a rede da cadeia de suprimentos.

Tendências emergentes na cadeia de suprimentos

O mundo está cada vez mais interconectado por APIs (interface de programação de aplicações, da sigla em inglês). Portanto, esta interconectividade poderá ser aproveitada em um ataque cibernético multimilionário. Cada conexão apresenta um novo risco e uma nova via de ataque. 

Pesquisas do Gartner prevêem que até 2025 cerca de 45% das empresas sofrerão ataques em suas cadeias de suprimentos. Outra tendência apontada pela empresa de consultoria é o aumento da adoção de plataformas em nuvem específicas para a indústria. Também prevê um crescimento significativo no uso de arquiteturas de aplicativos modularizadas, as quais dependerão principalmente do suporte de fornecedores externos. 

“Os ataques de ransomware de 2021 a 2022 em grandes empresas, foram uma prévia em comparação com o que os agentes de ameaça poderiam fazer. Sendo assim é imprescindível que a empresa avalie a segurança dos fornecedores, estabeleça requisitos de segurança, mantenha-se atualizado sobre as práticas do setor, realize auditorias de segurança, estabeleça controles de acesso, eduque os funcionários e monitore a cadeia de suprimentos”, explica Cristiano.

Sobre a Microservice

Com três décadas de atuação, mais de 950 clientes e presença em todo o país, a Microservice é uma empresa de tecnologia que oferece serviços e soluções para segurança da informação, backup em nuvem, além de soluções Microsoft. Tem sede em Blumenau (SC) e conta com uma equipe de especialistas que analisam e propõem as melhores tecnologias para otimizar o modelo de negócio  de cada cliente.

Mais informações em www.microserviceit.com.br

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