O Papel do Varejo na Economia Brasileira” mostra como os diversos segmentos do comércio nacional enfrentaram os desafios do mercado

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SBVC faz radiografia completa do varejo brasileiro
Em sua 11ª edição, estudo “O Papel do Varejo na Economia Brasileira” mostra como os diversos segmentos do comércio nacional enfrentaram os desafios do mercado
São Paulo, maio de 2024 – O ano de 2023 foi desafiador para o varejo brasileiro. Ao mesmo tempo em que muitas empresas foram prejudicadas pela restrição de crédito que começou com o “episódio Americanas” e pelos juros altos, outras foram capazes de acelerar seu crescimento, encontrar soluções para os problemas e protagonizar fusões e aquisições. O que fez a diferença foi a capacidade que cada empresa teve de lidar com os desafios do mercado.

De acordo com o estudo “O Papel do Varejo na Economia Brasileira”, realizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), de forma geral o desempenho do varejo foi positivo. O chamado Varejo Restrito (varejo de bens de consumo, exceto automóveis e materiais de construção) fechou 2023 com uma expansão nominal de 4,1%, movimentando R$ 2,23 trilhões e representando 20,45% do PIB do país. O Varejo Ampliado (incluindo automóveis e materiais de construção) avançou 5,3% no ano passado, para R$ 2,75 trilhões, e corresponde a 25,23% do PIB.

Mais uma vez, o resultado do varejo foi superior ao do país: o PIB brasileiro teve em 2023 uma expansão de 2,9%. Este foi o sétimo ano consecutivo de expansão do varejo, que desde 2016 vem superando o desempenho da economia como um todo.

Na avaliação de Eduardo Terra, Presidente da SBVC, os números do varejo mostram que a transformação digital do setor vem capacitando as empresas a entender melhor os consumidores e encontrar oportunidades de crescimento. “Reforçar o relacionamento com os consumidores, ampliando o poder dos meios digitais e gerando um maior volume de dados que são processados pelos sistemas e retornam como inteligência para os negócios – essa é a receita de quem tem conseguido aproveitar melhor as oportunidades de mercado e se proteger das turbulências da economia”, analisa.

Um dos aspectos em que a importância do varejo é mais relevante é o volume de empregos gerados pelo setor. A taxa de desemprego medida pelo IBGE recuou para 7,8% em dezembro (o menor patamar desde 2015), impulsionada pelo fortalecimento do varejo, maior empregador privado do país. “Em 10 dos 12 meses de 2023, o varejo contratou mais do que demitiu, em um sinal claro de expansão dos negócios e da força empreendedora do setor”, afirma Terra. De acordo com o estudo, o varejo adicionou 276,5 mil postos de trabalho, ultrapassando a marca de 10 milhões de trabalhadores formais (eram 9,93 milhões no final de 2022). “O varejo é um setor muito resiliente e flexível. Todo movimento de aceleração da economia aparece rapidamente no desempenho do setor, que tem uma enorme capacidade de inovação”, comenta.

A 11ª edição do estudo “O Papel do Varejo na Economia Brasileira” faz uma radiografia completa do setor varejista no País, analisa em detalhes sua participação na economia nacional, a capacidade de geração de empregos, traz números por segmento de atuação e mostra como a macroeconomia influenciou o desempenho dos diversos setores do varejo. O estudo alinha e estrutura conceitos, definições, classificações, estatísticas e números a respeito do varejo na economia brasileira e mostra em detalhes um retrato do passado recente do setor, com uma análise da situação atual.

“É fundamental que o segmento que é o maior empregador privado e gera um grande impacto econômico seja cada vez mais estudado e analisado, para que toda sua cadeia de valor e os diversos órgãos dos poderes Executivo e Legislativo possam conhecê-lo e compreendê-lo mais profundamente”, afirma Eduardo Terra, Presidente da SBVC.

Para o estudo, as principais entidades que representam o varejo nacional contribuíram com a formulação dos conceitos, definições e classificações, trazendo para o estudo seus dados e estatísticas para que, organizados, possam dar um entendimento mais claro e detalhado do papel de cada uma na economia brasileira. Na visão de Eduardo Terra, esse alinhamento de conceitos e definições é fundamental. “Dessa maneira, conseguimos unificar alguns conceitos e estabelecer números mais alinhados e comuns a todo setor”, afirma Eduardo. “Isso traz uma visão mais ampla da força do varejo e de sua importância para a economia brasileira”, acrescenta.

O estudo levou em consideração os números e levantamentos das entidades representativas dos seguintes segmentos: Franchising, Shopping Centers, Hiper e Supermercados, Bares e Restaurantes, E-commerce, Material de Construção, Farmácias e Drogarias, Livrarias, Perfumarias e Pet Shops. O levantamento mostra o cenário atual que caracteriza um novo ciclo para o setor varejista, desafiando empresas a continuar seu processo de expansão, perseguindo simultaneamente mais eficiência e competitividade.

A íntegra do estudo está disponível no site da SBVC: 
https://sbvc.com.br/estudo-11a-ed-o-papel-do-varejo-na-economia-brasileira-2024-sbvc

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